doador de órgãos

Um doador de órgãos pode salvar quantas vidas?

Um doador de órgãos tem uma importância imensurável dentro de um sistema de saúde. Talvez muitos não saibam, mas o ato de doar tem o potencial de salvar muitas vidas.

Mais do que um órgão, o doador está dando a outra pessoa a chance de ter uma vida com mais qualidade.

Ainda assim, nos últimos anos os índices de doações de órgãos vêm caindo consideravelmente. Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos só no primeiro trimestre de 2021, a doação de órgãos caiu 8,6% comparado ao mesmo período do ano anterior.

Acompanhe a leitura e veja mais detalhes sobre a doação de órgãos, bem como sua importância. Além disso, confira também quantas vidas um doador de órgãos pode salvar.

Como funciona a doação de órgãos?

Antes de uma pessoa decidir ser doador de órgãos ela tem muitas dúvidas. Então, vamos começar com uma questão básica: é possível doar órgãos quando falecido e em vida?

Sim, a doação de órgãos pode ser feita das duas maneiras. Em vida, somente podem ser doados aqueles órgãos que se regeneram. Ou então que estão presente em pares no organismo. Portanto, podem ser doados em vida os seguintes órgãos:

  • Aro;
  • parte do fígado;
  • parte do pulmão;
  • Medula óssea.

Nesse caso, a doação é possível, desde que haja compatibilidade e o doador de órgãos esteja bem consciente sobre seu ato. Mas, quando se trata de doação pós morte, a situação acaba complicando um pouco. Sobretudo porque a doação não depende só da vontade do doador.

Quantas vidas um doador de órgão pode salvar?

Muitas famílias, mesmo sabendo que seu ente querido é doador de órgãos, se negam a autorizar o transplante. E isso acaba deixando de salvar muitas vidas. Quem quer fazer a doação, não precisa deixar nada escrito, só orientar a família sobre seu desejo.

Mas, os familiares, sim, terão que deixar escrito a autorização sobre a doação dos órgãos. Isso, inclusive, está previsto na Lei de número 9.175, de 18 de outubro de 2017, reforçando que a autorização sobre a doação dos órgãos vem da família.

Embora não seja um momento fácil, mas a família deve ter em mente que essa doação pode salvar várias vidas.

De modo geral, um doador de órgãos pode salvar, em média, 20 vidas. Ou seja, é um número bastante expressivo.

Por exemplo, uma morte encefálica de uma pessoa com idade superior a 20 anos, que seja saudável, pode ser aproveitada para doação de:

  • Cartilagens;
  • Coração;
  • Córneas;
  • Fígado;
  • Ossos;
  • Pâncreas;
  • Pele;
  • Pulmão;
  • Aro;
  • tendões;
  • vasos sanguíneos.

O problema é que muitas famílias, acabam por desinformação, achando que a morte encefálica pode ser revertida. Então um trabalho de conscientização e mais divulgação sobre a doação de órgãos precisa ser feito.

Como é definida a morte encefálica?

Hoje em dia, existe um decreto que faz a regulamentação e detalha os critérios envolvidos na morte encefálica. Ele ampara os médicos, que são devidamente capacitados, a contatar a morte encefálica, não ficando sob responsabilidade apenas do neurologista.

Dentro desse aspecto, o governo tem investido em treinamentos de equipes para transplante, que visa inclusive conscientizar a família e convencer de fazer a doação dos órgãos do seu ente querido.

Mas, ainda, o melhor método para quem deseja ser doador é deixar isso bem claro para o grupo familiar. Inclusive o ideal é ressaltar os benefícios e tentar convencer os familiares de serem doadores também.

Após saber quantas vidas você pode salvar como doador de órgãos, deixe seu desejo bem claro para sua família!

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