transplante de órgãos no Brasil

Por que o transplante de órgãos ainda é tabu no Brasil?

O Brasil é um dos países referência em transplante de órgãos garantindo a gratuidade desse procedimento pelo SUS.

Apesar disso, ainda existe um tabu muito grande envolvendo a realização de transplantes. Sobretudo porque há muitos fatores que acabam interferindo no momento da doação dos órgãos, impossibilitando a realização deste procedimento em muitos casos.

Acompanhe esse artigo e compreenda porque existem tantas dificuldades para conseguir um transplante de órgãos no Brasil.

Transplante de órgãos no Brasil

O Brasil está em segundo lugar no ranking de transplante de órgãos em todo o mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Mesmo durante a pandemia, onde as cirurgias foram reduzidas, ainda foram feitos 25 mil procedimentos de transplante.

Pesquisas apontam que entre 2001 e 2017, o número de transplante de órgãos aumentou em 150%, sendo que 96% do total de transplante de órgãos foi realizado pelo SUS.

Contudo, sabemos que para quem está na espera de um transplante de órgãos sofre de uma mistura de esperança e ansiedade. Por isso, a importância de encontrar mais pessoas dispostas a doarem seus órgãos, após a morte.

Só que não depende apenas da pessoa que decidiu doar os órgãos, mas também das famílias aceitarem, e ainda outros tantos aspectos envolvidos.

Qual a principal dificuldade do transplante de órgãos no Brasil

Antes do procedimento de transplante de órgãos em si, há alguns fatores que dificultam a realização de transplante, como:

Resistência da família

Muitas vezes a pessoa já decidiu doar seus órgãos, mas após a morte a família acaba interferindo e não permite. Só em 2018, aproximadamente 40% das famílias dos doadores não permitiram o processo, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos.

Na grande maioria das vezes, mesmo com morte encefálica, os familiares acham que a pessoa pode sobreviver e por isso acabam rejeitando o transplante. Então, é necessário investir em informação para esse público, explicando principalmente quando a morte é irreversível.

Mas, já tramita um projeto de Lei pelo Senado, em que o doador, vai ter total poder de decisão sobre a doação dos seus órgãos. Claro que será um processo realizado com documentação e acompanhamento de testemunhas.

É muito válido, pois tira da família essa responsabilidade e também garante que o desejo da pessoa seja respeitado.

Morte encefálica não comunicada

A doação de órgãos parte da morte encefálica da pessoa, só que a subnotificação dos casos, acaba prejudicando o processo de aproveitamento dos órgãos.

Estima-se que 70% das mortes encefálicas, não são feitas o diagnóstico correto e por isso não é possível fazer o rastreio desses órgãos.

Doadores vivos

Aqui vale lembrar que não necessariamente uma doação de órgãos depende de um falecido. É possível doar um rim, um pedaço do fígado, pulmão ou medula óssea, ainda em vida. Obviamente, esse número é ainda mais baixo do que a doação de órgãos de pessoas falecidas.

Geralmente, essa doação de pessoas vivas vem do grupo familiar onde um irmão, filho ou primo, decide doar para acelerar o processo de transplante e adiantar o lugar na fila. Afinal, é de senso comum, que a fila de transplante é bem grande e demorada.

Agora que você compreende mais detalhes sobre o transplante de órgãos converse com sua família sobre seu desejo!

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