Pandemia prejudica transplante de órgãos no Brasil

Pandemia prejudica transplante de órgãos no Brasil

Em março de 2020 o Governo brasileiro decretou a quarentena como uma medida para conter o avanço da pandemia de Covid-19. Assim como nos demais setores, os efeitos da pandemia, impactaram negativamente o transplante de órgãos no Brasil.

Ficou interessado e deseja saber mais sobre como esse cenário de crise vem afetando os transplantes no Brasil? Então, continue lendo e saiba mais!

Transplante de órgãos: quais foram os impactos da pandemia?

Logo após o início da quarentena no Brasil, houve a suspensão dos transplantes realizados por doadores vivos. Segundo a ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos) isso fez baixar a taxa de doadores efetivos de 18,1% para 12,7%. Já o transplante com órgãos de pessoas falecidas continuou valendo, mas não por muito tempo.

Isso porque as pessoas falecidas por Covid-19 ficaram de fora da lista de doadores. E com o isolamento social, diminuiu o número de acidentes, fator este que reduziu o índice de doadores efetivos para transplantes. Fora isso, os problemas logísticos e de comunicação com as famílias dos possíveis doadores aptos também foram prejudicados.

Transplantados correm mais riscos na pandemia?

Sim! As pessoas que já realizaram algum transplante de órgãos correm mais risco de serem infectadas com o Covid-19 do que as pessoas que não fizeram o procedimento. Para comprovar este fato, basta analisar os seguintes dados da ABTO:

  • 10% dos 80 mil transplantados foram infectados pelo coronavírus;
  • A taxa de mortalidade, proporção de mortes em relação ao total de transplantados, variou entre 2% e 2,5%;
  • A taxa de letalidade, proporção de mortes em relação aos transplantados diagnósticos, variou entre 20% e 25%.

Para se ter uma noção, na população geral brasileira, a taxa de mortalidade encontra-se em 0,9% e a taxa de letalidade está na faixa de 2,5%. A previsão é que estas taxas entre os transplantados continuem crescendo e se estabilizem apenas com a vacinação em massa.

Transplantes de órgãos: quais foram os mais afetados?

transplante de órgãos

De modo geral a pandemia de Covid-19 e as medidas tomadas para conter o avanço da mesma, como o isolamento social, afetaram todos os transplantes de órgãos. Porém, segundo os dados da ABTO, alguns transplantes de órgãos tiveram mais prejuizos que outros. De acordo com a associação os transplantes que apresentaram mais queda foram os seguintes:

  • Córnea: queda de 52,7%;
  • Pulmão: queda de 38,7%;
  • Transplantes renais: queda de 24.5%;
  • Medula: queda de 17,6%;
  • Coração: queda de 16,7%;
  • Pâncreas: queda de 12,5%;
  • Transplantes hepáticos: queda de 9%.

Lista de espera de transplante de órgãos também foi afetada?

Sim! A pandemia apresentou efeitos negativos tanto para os pacientes já transplantados quanto para os pacientes que aguardavam na lista de espera de transplante de órgãos. Segundo os dados da ABTO a lista de espera para o transplante renal obteve um aumento de 5,8% e o ingresso em lista caiu em 32%.

Alem disso, segundo os dados da ABTO, a mortalidade das pessoas em lista de espera aumentou 33%. Já para o transplante de córneas a lista de espera aumentou em 38% e o ingresso em lista caiu 37%. E para o transplante de fígado, o numero de ingresso em lista caiu 13% e a mortalidade na lista aumentou 5%.

Expectativas para o futuro do transplante de órgãos no Brasil

Alem da expectativa com a vacinação em massa contra a Covi-19, bem como de suas variantes, para o transplante de órgãos no Brasil, espera-se que os pacientes transplantados tenham prioridade para receber a imunização. Mas, a grande aposta para o futuro do transplante de órgãos é a impressão 3D, tecnologia que permitirá a fabricação de órgãos no Brasil.

No entanto, apesar das expectativas futuras, o fato é que até o atual momento o transplante de órgãos é instável e infelizmente essa instabilidade vêm custando milhares de vidas!

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