remédios para transplantados renais

Remédios para transplantados renais: por que falta no SUS?

A crise de medicamentos no SUS (Sistema Único de Saúde) atinge milhares de pessoas no Brasil, gerando muitos transtornos e prejuízos a saúde e bem-estar dos brasileiros. No entanto, a falta de medicamentos no SUS se torna um problema maior quando os medicamentos em falta representam literalmente a vida de pessoas transplantadas.  Nesse caso, estamos falando dos remédios para transplantados renais.

Para entender melhor o porquê da falta desses medicamentose as consequências que isso pode causar para estas pessoas, continue lendo!

Remédios para transplantados renais

Os imunossupressores são os remédios que as pessoas que fizeram transplante renal precisam tomar. Esse medicamento possui como função evitar que o organismo do paciente rejeite o órgão implantado.

Os imunossupressores geralmente possuem um alto custo e são considerados indispensáveis para a saúde diária do paciente pós-transplante.

Por isso, muitas pessoas acabam recorrendo ao SUS para obter seu medicamento, uma vez que sistema oferece medicamentos excepcionais em seu Programa.

Apesar disso, a falta de medicamentos no SUS é constante, o que deixa muitas pessoas sem assistência necessária. Mas, por que será que isso acontece? É exatamente sobre isso que falaremos a seguir. Confira!

Entenda o porquê da falta dos remédios para transplantados renais no SUS

remédios para transplantados renais

Apesar de os imunossupressores serem fundamentais para a saúde de transplantados, eles vivem em falta no SUS. Estes medicamentos são comprados pelo Governo Federal e distribuídos para as secretarias de saúde dos estados, responsáveis pela distribuição dos mesmos pelas cidades da região.

Entre as causas para a falta atual de remédios para transplantados renais no SUS, a principal é a crise financeira vivida por alguns estados. Além disso, as secretárias dos Estados alegam a má distribuição dos medicamentos, questões de logística entre outros problemas burocráticos, como a demora nas licitações, por exemplo.  

Consequências da falta de remédios para transplantados renais

A falta dos imunossupressores no SUS pode trazer muitas consequências negativas a saúde dos transplantados. Isso porque os remédios para transplantados adaptam o sistema imunológico para que o mesmo não rejeite o órgão recebido como um corpo estranho.

Então, quando o transplantado para de fazer o uso continuo dos imunossupressores, a tendencia é que o sistema imunológico trate o órgão recebido como um corpo estranho. E, então, ele entrar em um processo de rejeição do órgão.  O processo de rejeição do órgão, ou seja, a perda do órgão provocada pela falta dos medicamentos provoca as seguintes consequências:

Alteração nas doses

 A falta dos imunossupressores no SUS ou a entrega parcial dos mesmos, obriga muitas pessoas a tomar metade da dose para que assim o medicamento dure mais tempo. Vale dizer que a alteração nas doses também pode levar a rejeição dos órgãos.

Agravamento do quadro

Como consequência da falta parcial ou total dos imunossupressores, os transplantados começam a sofrer as consequências da rejeição como órgão, como dores de cabeça, náuseas e alergias e outros efeitos colaterais.

Riscos de infecções

Com o agravamento do quadro, muitas vezes o paciente recorre a internação para tentar minimizar os efeitos da falta dos imunossupressores. Mas, no hospital o mesmo corre o risco de contrair infecções e doenças, piorando ainda mais o caso.

Morte

Por volta de três a quatro semanas sem o uso dos medicamentos, o caso chega ao seu limite e o transplantado perde o órgão.

Para os pacientes renais, a perda do órgão significa a volta para a hemodiálise. Já para os transplantados de coração, pulmão e fígado a perda do órgão pode significar a morte. Vale ressaltar, a rejeição do órgão pode representar a morte não só para este grupo, mas para todos os transplantados.

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