Diálise: esse processo é necessário antes de um transplante de rim?

O que é diálise?

Os rins possuem filtros, os néfrons, responsáveis pela filtragem do sangue, removendo toxinas do organismo e atuando na formação da urina. Uma vez que esses filtros são danificados em decorrência de uma doença, como diabetes ou hipertensão, o processo de filtragem deve ser substituído mecanicamente pela chamada diálise.

Existem, atualmente, dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal. A primeira é a mais comum, realizada em torno de três vezes por semana em hospitais ou centros especializados e a segunda, menos comum, diariamente na casa do paciente, geralmente durante a noite.

Pacientes renais crônicos devem se submeter continuamente ao tratamento substitutivo, tendo como opção, em estágios avançados, a realização do transplante de rim. Essa é a opção de tratamento mais eficaz, uma vez que possibilita a retomada da qualidade de vida do paciente.

É necessário realizar diálise antes do transplante de rim?

A realização da diálise antes do transplante irá depender do estágio em que o paciente se encontra em seu tratamento. Se o acompanhamento é feito desde o diagnóstico da insuficiência renal, o momento em que o transplante será realizado pode ser programado para quando a doença estiver em fase avançada, mediante o surgimento de um doador vivo.

Leia nosso artigo sobre quem pode ser um doador de rim.

No entanto, em muitos casos, a doença renal é diagnosticada em seu estágio avançado, uma vez que seus sintomas são silenciosos, e nessas situações não é possível programar o tratamento, sendo necessário iniciar, primeiramente, a diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal) e, posteriormente, fazer a inscrição na lista de espera para o transplante de rim ou encontrar um doador vivo.

Todos os pacientes renais podem ser transplantados?

Infelizmente, nem todos os pacientes estão aptos à cirurgia de transplante de rim. Alguns casos deverão permanecer no tratamento substitutivo para evitar maiores riscos à saúde.

Pacientes oncológicos, seja em tratamento ou pós-tratamento, devem ser analisados cuidadosamente, assim como pacientes que apresentam infecções ativas ou possuem doenças graves em outras partes do organismo.

O médico nefrologista irá indicar se o procedimento é adequado ao paciente e terá a função de esclarecer se a cirurgia trará benefícios ou riscos em cada caso. A generalização não é aplicada quando o assunto é saúde.

Quantas pessoas esperam por um transplante de rim no Brasil?

De acordo com a . ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos) não houve um crescimento na taxa de transplante renais nos últimos sete anos. No primeiro trimestre de 2019, foi observada a queda no número de doadores, junto com um menor aproveitamento dos órgãos doados, ou seja, dos órgãos doados, poucos foram os efetivamente transplantados.

São mais de 20 mil pessoas aguardando por um transplante de rim no Brasil e a simples intenção de tornar-se um doador poderá ajudar a recuperar a vida de diversos pacientes. Doar órgãos é um ato de amor ao próximo.

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