Uma pessoa deve ou não fazer transplante?

A importância de não desistir de realizar o transplante

 

 

Só quem está em uma fila para transplante de órgãos sabe a dificuldade que passa. A espera é parte mais difícil. A cirurgia que causa medo em muitas pessoas, passar a ser apenas um detalhe. A questão é que a doação de órgãos não é uma coisa simples, implica em muitas coisas, entre elas, conseguir entrar na lista de espera com tantas burocracias, a sua posição e urgência para realizar o transplante e claro, a disponibilidade do órgão que necessita.

 

 

Infelizmente, a dificuldade começa para entrar na fila de transplantes.

 

A concorrência é muito grande. Atualmente, no Brasil, aproximadamente 60 mil pessoas estão registradas na fila dos transplantes. Até conseguir realizar o procedimento, essas pessoas podem até viver uma vida normal, porém, à base de muitas doses de medicamentos fortes e em alguns casos, muitos pacientes dependem de equipamentos, como aparelhos para respirar ou fazer diálise, por exemplo.

 

Como entrar na fila de transplantes:

 

Para entrar na fila para fazer um transplante é necessário ir ao Laboratório de Preparo mais próximo do paciente, aonde os médicos irão analisar e ao ser testificada a necessidade do órgão a ser transplantado, serão realizados vários exames. Esses exames serão posteriormente encaminhados à CNCDO, Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos do estado onde mora o paciente. Dessa forma o nome entrará para o Sistema Nacional de Transplantes e o paciente estará na fila única.

 

Nesta lista os pacientes ficam organizados por ordem de inscrição, porém, algumas pessoas com casos graves e mais urgentes, poderão passar na frente por correr risco de morte. Ao surgir um doador o paciente é avisado pela CNCDO. Ao começar os procedimentos para fazer o transplante, será avaliada a questão da compatibilidade do paciente com o órgão.

 

A deficiência no Sistema Nacional de Transplantes:

 

Lastimavelmente, o Sistema Nacional de Transplantes não é perfeito, e muitos pacientes que estão na fila única para receber o órgão, acabam aguardando mais do que poderiam para realizar a cirurgia. Por conta das deficiências do sistema muitos pacientes acabam tendo o agravo no quadro de saúde ou até falecendo.

 

Muitas mortes encefálicas não são notificadas nas centrais de transplantes. Caso houvesse uma melhor informação e as notificações fossem realizadas da maneira correta, a pessoa falecida que doaria os órgãos seria mantida com o coração e pulmões em funcionamento e a CNCDO seria responsável por manter contato com o hospital para a captação do órgão.

 

É importante que família saiba do desejo de ser um doador de órgãos:

 

Para que órgãos sejam doados é necessário que a família de uma pessoa falecida aprove que seus órgãos sejam retirados para a doação, além disso, a morte deve ser por morte encefálica, com os órgãos em bom estado para ser implantado em outra pessoa. Muitas pessoas, em vida, não falam para seus familiares o desejo de ser doador de órgãos, e após a morte, apenas a família poderá decidir isso.

 

Muitos familiares preferem não doar os órgãos do ente querido. Essa situação seria evitada caso a família fosse avisada do desejo de ser um doador, podendo assim, salvar outras vidas. Por isso, é muito importante que quem deseja ser um doador, avise à família e conscientize de que tal atitude pode salvar muitas pessoas que precisam de uma nova chance na vida.

 

Existem alguns órgãos do corpo que podem ser doados em vida, como rim e fígado, porém, nem todos se disponibilizam para fazer uma doação em vida, a menos que seja para alguém que este tenha algum tipo de relacionamento, como familiar.

 

 

A expectativa para o transplante, o tão espera do dia:

 

Com o órgão estando disponível o paciente é informado pela Secretaria de Saúde para ir ao hospital. A pessoa que irá receber o órgão passará por exames de laboratório para saber se há compatibilidade com o doador. As possibilidades de ter êxito no transplante são altas, podendo assim, o transplantado ter uma vida normal após a cirurgia.

 

Os custos com a cirurgia e fármacos imunossupressores para evitar que posteriormente o órgão seja rejeitado pelo organismo do paciente, são bancados em 90% dos casos, pelo SUS, Sistema Único de Saúde.

 

 

Alívio que compensa a espera pelo órgão:

 

Muitas pessoas que necessitam de um transplante, por conta da espera, acabam desistindo de ir à busca pelo órgão que precisa para viver melhor. Sendo que, muitas dessas pessoas, precisam de um transplante não para viver melhor apenas, mas sim, para continuar vivendo.

 

O fato da espera muitas vezes ser longa, a burocracia desanimar e o temor da complexidade da cirurgia em alguns casos, interfere na decisão do paciente de buscar auxílio no Laboratório de Preparo e realizar os exames que são precisos para ter o nome incluso na fila do Sistema Nacional de Transplantes.

 

Porém, será que o paciente que necessita de um transplante deve desistir de ter uma vida melhor? Levar em consideração apenas as dificuldades não é a melhor maneira de encarar a situação. Embora seja uma caminhada que exija paciência até conseguir a cirurgia, ter uma qualidade de vida e uma nova chance para viver, e viver com qualidade, compensa qualquer espera.

 

 

A vida após o transplante, uma nova chance:

 

O fato de receber um órgão é como receber uma nova chance na vida. Um momento de recomeçar, mudar de hábitos, buscar um cuidado maior à vida e à saúde. Dar valor ao órgão que recebeu, levando em consideração que atualmente existem milhares de milhares de pessoas na fila à espera de uma nova chance como essa.

 

Uma pessoa transplantada precisa obviamente ter responsabilidade em cuidar de sua saúde para que o órgão recebido funcione perfeitamente bem e lhe proporcione uma vida melhor, com bem estar. Um transplantado poderá viver uma vida normal, com novas expectativas, liberdade para sonhar e realizar seus objetivos, podendo deixar de lado muitas limitações que, antes da cirurgia era empecilho para ser feliz.

 

Se você está indeciso sobre fazer ou não o transplante, se dê a chance de ter uma vida melhor, se permita ter suas esperanças renovadas com a oportunidade de receber um novo órgão e uma vida saudável. Sendo assim, fazer o transplante é o melhor, e não desistir, independente das dificuldades. Não desista, siga em frente. Seu momento vai chegar e uma nova vida lhe espera!

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