Como cuidar de um parente com Alzheimer?

alzheimer

As pessoas que tem o mal de Alzheimer costumam viver presas ao passado, pois não conseguem lembrar-se das coisas feitas recentemente e possuem a perda progressiva das células neurais.

Coisas tidas como simples, como lembrar dos nomes de pessoas próximas, números de telefone, e até o endereço em que mora, tornam-se extremamente difíceis, e em casos mais avançados, impossíveis.

Entenda um pouco mais sobre o Alzheimer.

O que é o Alzheimer?

A doença de Alzheimer não tem cura e se agrava ao longo do tempo, podendo assim ser tratada. A maioria dos pacientes com Alzheimer são idosos.

A doença é a demência ou a perda de funções cognitivas, como a memória, atenção, orientação e linguagem. Isso acontece quando as células cerebrais morrem.

Quando a doença é diagnosticada no início, é possível ter controle sobre os sintomas e retardar o avanço, proporcionando qualidade de vida ao paciente e à família.

Ainda não se sabe como acontece a Doença de Alzheimer, mas são conhecidas algumas das lesões características da doença. As duas principais alterações cerebrais são nas placas senis e na diminuição no número de neurônios e das ligações entre elas, reduzindo progressivamente o volume cerebral.

Estudos revelaram que essas alterações já estavam instaladas no cérebro antes de surgirem os sintomas demenciais. Portanto, quando os sintomas aparecem permitindo o diagnóstico, a fase demencial da doença já teve início.

Sintomas

Os sintomas do Alzheimer variam com a sua progressão e de acordo com cada paciente afetado. Dentre eles, os sintomas mais comuns são:

  • Perda de memória, desorientação, confusão;
  • Agitação, alucinação, desconfiança, ansiedade;
  • Alteração da personalidade;
  • Dificuldades com atividades rotineiras, como se alimentar e tomar banho;
  • Dificuldade em reconhecer amigos e familiares;
  • Não reconhecer os ambientes, como por exemplo sua casa;
  • Dificuldades com a comunicação;
  • Dependência progressiva.

 Tratamento

Cada medicação tem suas vantagens e desvantagens e essa questão deve ser discutida com o médico que acompanha o paciente. A resposta esperada com o uso desses remédios, teoricamente, é uma melhora nos sintomas, que conforme a doença progredir não acontecerá mais, porém a evolução torna-se mais lenta.

É importante que as doses e horários sejam seguidas rigorosamente como foram prescritas pelo médico. Reações não esperadas ou alterações, devem ser comunicadas em consulta.

Como cuidar de alguém com Alzheimer

As pessoas que estão ao lado, devem ter em mente que os pacientes com Alzheimer precisam voltar a ter atividades cognitivas, sociais e físicas para obter qualidade de vida. Eles precisam ser estimulados a voltarem a conviver com as pessoas normalmente.

Quando o paciente utiliza o cérebro de maneira mais ampla e com frequência, ele se sente mais seguro para realizar tarefas cotidianas. Esses tratamentos são os não farmacológicos. Eles não têm como objetivo fazer a pessoa ser como era antes da doença, mas sim aprender novos parâmetros para conviver com ela.

São três as intervenções oferecidas, quando são combinadas podem trazer melhores resultados:

 

  1. Estimulação Cognitiva

São atividades ou programas que potencializam as habilidades cognitivas com a estimulação contínua e sistemática em situações que exigem raciocínio lógico, memória, atenção, planejamento e linguagem.

Essa estimulação pode ser praticada em tarefas como jogos, treinos específicos, desafios mentais, resgate de histórias, reflexões e uso de materiais que conseguem compensar dificuldades específicas, como por exemplo o calendário para problemas de orientação temporal.

  1. Estimulação Social

Essas são iniciativas que estimulam as habilidades de afeto, comunicação, e convivência, visando promover a integração social e a inatividade em situações de dificuldade.

Além de intervenções que são feitas em grupos, podem ser realizadas também atividades de lazer, celebração de datas, festivas e culturais. Mas, é preciso tomar cuidado pois lugares muito movimentados podem dificultar o rendimento dos pacientes.

Em casos em que o idoso com Alzheimer tenha muita dificuldade para acompanhar conversas paralelas ou a movimentação do local, é preciso então fazer com que o ambiente seja mais propício para ele, com menos estímulos simultâneos. Não é preciso cancelar compromissos, mas apenas proporcionar um ambiente mais tranquilo.

O contato com a família para o idoso é a principal fonte de satisfação a partir da interação social.

E existem muitas maneiras de manter um relacionamento de qualidade, resgatando histórias antigas, principalmente as que envolvem lembranças agradáveis e importantes para a família, o contato físico e afetuoso, bem como o acompanhamento de atividades diárias.

  1. Estimulação física

Praticar atividades física e fisioterapia traz benefícios neurológicos e ajuda a melhorar a coordenação, equilíbrio, flexibilidade e força muscular. Estudos mostram que atividades regulares retardam o desenvolvimento da doença. Além de alongamentos, podem ser indicados exercícios aeróbicos e de fortalecimento muscular, mas sempre sob orientação de um profissional.

  1. Organização

O ambiente do paciente com Alzheimer influencia o seu humor, a capacidade cognitiva e a sua relação com as pessoas. Em situações desorganizadas ou agitadas, a tendência é a ele se confundir mentalmente e prejudicar o tratamento de modo geral. Portanto, oferecer à ele um ambiente adequado, pode ser maneira de diminuir os sintomas e oferecer qualidade de vida.

Recomenda-se usar tons de voz tranquilo e evitar conflitos desnecessários, duradouros e repetitivos, evitar barulhos, deixar o ambiente claro mas não muito intenso, assim como organizado e limpo, e estabelecer uma rotina simples e estável.

Em algumas famílias, pode ser preciso a ajuda de cuidadores profissionais ou de mais familiares na equipe pode ser necessário. Também pode ser necessário algum tratamento específico, para minimizar as dificuldades que começam a interferir nas atividades diárias do paciente. Esses tratamentos estimulam a locomoção, comunicação e nutrição.

Conforme a doença avança, é necessário o auxílio de profissionais especializados nesta doença pode ser indicado para orientar a família e diminuir problemas, tendo como objetivo ajudar o paciente a superar suas perdas e enfrentar a doença, mantendo a qualidade de relacionamento e contato.

Já que o Alzheimer não tem cura, estimule o paciente a ter qualidade de vida mesmo com a doença!

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