Até que ponto somos afetados pela vida que levamos

Todos os dias você tem que tomar alguma decisão, seja de forma consciente ou inconsciente; não é verdade?

As escolhas que você faz é que irão conduzir o seu caminho, desde assuntos mais simples como qual música ouvir agora, até questões mais relevantes como seu trabalho, suas crenças, estudos, etc.

São tantas decisões no dia a dia que muitas até estão automatizadas e você nem se dá conta da maioria delas.

Sabe por que isso acontece?

Porque o seu cérebro busca poupar energia e quando é preciso tomar algumas decisões ao longo do dia ele se ativa de uma maneira rápida e intuitiva.

Mas, será até que ponto somos afetados pela vida que levamos?

Determinadas decisões ocasionam em atitudes repetitivas como fumar, fazer uso de substâncias químicas, bebida alcoólica, sentar em posição prejudicial para a coluna, e outras.

No entanto, esses maus hábitos rotineiros podem se tornar vícios, ou seja, um grande vilão para sua saúde podendo também chegar a afetar seus órgãos.

Então, vamos mudar um pouco a pergunta – até que ponto você é afetado pela vida que leva?

A “força do hábito”…

Costuma-se dizer que quando você faz algo sem perceber e repetidas vezes é devida a “força do hábito”.

Isso é resultado de comportamentos que estão há bastante tempo instalados em seu interior que sistematicamente são repetidos, até sem pensar.

Mudar hábitos exige planejamento, disciplina e principalmente força de vontade.

Sua saúde pode sofrer sérias consequências devido ao tipo de vida que você leva.

O tempo para que um hábito saudável entre em sua rotina varia de acordo com o tipo de ação e depende em grande parte somente de você.

Como desenvolver novos hábitos

A fórmula para isso é comprometimento, motivação e repetição.

Para livrar-se de maus hábitos e vícios você deve também, primeiramente, reconhecer que ele não é bom para você e nem para quem convive contigo.

Um hábito torna-se prejudicial quando ele afeta negativamente sua qualidade de vida e passa a interferir em sua saúde ou em dimensões sociais, pessoais, emocionais ou profissionais.

Segundo o psicólogo inglês Jeremy Dean, o desejo para se livrar de um hábito é como se você tivesse que mudar o curso de um rio, isto é, não tem como simplesmente construir uma barragem e aguardar que a água pare de correr.

Assim ele irá transbordar e inundar as áreas próximas para poder continuar com seu curso.

A saída para tal é “encorajar” esse rio a seguir outro rumo, desenvolver um novo percurso.

Dessa forma, para se livrar de um antigo hábito ruim ou vício é preciso criar um bom hábito.

Outro desafio é você praticar autocontrole e ficar vigilante.

Uma ótima dica para não deixar que os vícios e maus hábitos afetem sua vida é criar obstáculos para o hábito ruim.

Suponha que você não deseje mais fumar para que seus pulmões fiquem livres de riscos relacionados à saúde. Então, experimente deixar o fumo/cigarros na casa de alguém por um período indeterminado ou opte por passar por outro caminho que não seja daquele estabelecimento que tem costume de comprá-lo.

Esses tipos de atitudes colaboram muito para alcançar o objetivo de largar o mau hábito de fumar.

Hábito ou vício?

Certos comportamentos podem ser hábitos ou vícios.

  • Hábito – ocorre quando consciente ou inconscientemente um comportamento é aprendido e repetido com frequência. Esse pode ser bom ou ruim, como o hábito de tomar somente suco natural ou o hábito de fazer uso de substâncias químicas.
  • Vício – esse é uma tendência habitual para o ruim ou mal, e a necessidade faz com que a pessoa o repita constantemente.

O hábito é mais fácil de ser corrigido, quando necessário.

Já o vício demanda um tempo e esforço maior.

Aquele, por exemplo, que faz uso de bebida alcoólica por hábito acaba bebendo nos momentos em que a vontade se faz presente; já o que possui o vício sente necessidade de beber tendo crises de abstinência que geram sintomas como tremores, ansiedade, irritabilidade, etc.

O ideal é que ao você notar a presença de hábitos ruins não saudáveis, busque o tratamento adequado de imediato.

Até que ponto somos afetados pela vida que levamos?

Veja alguns exemplos:

  • Fumo

Responsável por 200 mil mortes por ano e está relacionado a 90% dos casos de câncer de pulmão.

  • Enfraquece o sistema imunológico aumentando o risco de infecção.
  • Causa diabetes, doenças arteriais, pressão alta e problemas renais.
  • Causador também de cânceres de estômago, esôfago, bexiga, colo do útero, aneurisma da aorta e pulmão podendo ser necessário um transplante de órgão.
  • Provoca doenças cardiovasculares, etc.
  • Alcoolismo

O consumo excessivo de bebida alcoólica pode (dentre outras):

  • Causar gastrite, esofagite, desnutrição e diarréia.
  • Levar à “cirrotização” formando a ascite, mais conhecida como barriga d’água. Essa é a segunda indicação para transplante de fígado em homens e a sétima entre mulheres.
  • Provoca sangramentos digestivos e até mesmo câncer.

Quase 6% das mortes no mundo são atribuídas parcialmente ou totalmente ao álcool.

  • Substâncias químicas (drogas)

Estima-se que 29 milhões de pessoas que fazem uso de substâncias químicas sofram de algum transtorno relacionado a isso. Entre elas, 12 milhões fazem uso de drogas injetáveis e desta quantia 1,6 milhão possuem HIV e 6 milhões sofrem de hepatite C.

Por esses exemplos, é notável que o impacto do uso do fumo, álcool e substâncias químicas na saúde é extremamente preocupante.

*As estatísticas informadas são de acordo com divulgação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Conclusão

É fato que mudar a si mesmo/a não é uma tarefa simples.

É certo também que toda escolha tem consequência.

Porém, a “mágica” acontece quando os benefícios começam a surgir e então você percebe que vale a pena abandonar os maus hábitos e vícios para poder levar uma vida melhor, mais prazerosa e mais saudável.

E ainda existe um efeito cascata nessa questão que envolve seus entes queridos já que quando você decide “salvar” a si mesmo/a e melhorar sua própria vida, automaticamente os que verdadeiramente se preocupam com seu bem estar passarão a serem também mais felizes.

Use o potencial da vida e construa a sua própria de maneira agradável, sadia e feliz!

Conseguiu perceber até que ponto somos afetados pela vida que levamos?

Reflita sobre isso!

Um forte abraço.

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