Restrições que o transplantado renal tem na vida social

Submeter-se a um transplante de rim não é nada fácil, muito menos agradável. Além das preocupações e temores de antes da cirurgia, o paciente ainda precisa lidar com certas restrições acerca de seu novo estado como transplantado.

O período de recuperação após o transplante renal é uma fase bastante complicada e que necessita dos devidos cuidados para que não haja nenhum contratempo. O pós-operatório exige extremos cuidados médicos que provavelmente irão durar por um longo período ou até mesmo por toda a vida do paciente transplantando.

Essa fase costuma durar pelo menos sete dias, sendo que talvez seja necessário que o paciente passe um ou dois dias internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ou na unidade semi-intensiva, não sendo uma regra. Na sequência, o paciente é levado para o setor de internação geral, podendo permanecer lá pelo menos durante uma semana, só depois recebendo alta do hospital.

Depois de receber a alta hospitalar o paciente passa a fazer um acompanhamento ambulatorial, período que exige maior cuidado e comprometimento por parte do transplantado. Isso porque a partir desse momento sua rotina vai mudar radicalmente, surgindo dúvidas, receios e temores em relação ao rim recebido.

restrições que um transplantado renal tem na vida social

As mudanças de vida

É importante que o paciente transplantado perceba que as mudanças de hábitos e de vida a partir de agora são extremamente fundamentais, muitas coisas terão que mudar e outras deverão deixar de ser realizadas, para atender à nova condição de vida do paciente transplantado.

Cuidados necessários e restrições

– Após a cirurgia de transplante de rim, pode acontecer que o órgão demore um certo período para começar a funcionar de maneira perfeita, nesse caso, será necessária a realização de diálise, até que o órgão passe a funcionar corretamente.

– Os cuidados após o transplante já se iniciam no hospital, de maneira que o paciente deve seguir à risca todas as recomendações feitas pela equipe médica, como atentar-se às medicações, aos horários das mesmas, às doses, além de realizar os exames solicitados e as consultas. Só assim o rim doado poderá ser bem avaliado, sendo possível detectar se houve rejeição do órgão.

– Dessa maneira, é conveniente que o receptor se adapte à nova rotina de consultas médicas que sua vida irá ganhar, pois será imprescindível seu comparecimento em todas as consultas agendadas para retorno, logo após o transplante.

No início, essas consultas serão bem frequentes, porém, com o tempo, serão mais esporádicas. Os exames clínicos, de laboratório e de imagens, são realizados de acordo com as regras de cada serviço e visando a necessidade particular dos casos.

As visitas diárias dos médicos e de sua equipe, como enfermeiros, nutricionistas e em alguns casos fisioterapeutas, serão recorrentes.

– Também é importante estar atento, principalmente em um período curto após o transplante, à ocorrência de febre, dor local e diminuição na quantidade de urina, e outros sintomas que até então não existiam. Nesse caso, procure atendimento médico o quanto antes.

– Outro grande vilão do transplante renal é a temida rejeição do órgão. Ela pode acontecer, principalmente nas primeiras semanas após o transplante, contudo, há como preveni-la e até mesmo tratá-la. São indicados nesses casos medicamentos conhecidos como imunossupressores, que impedem que o sistema imunológico esboce reação contrária ao rim recebido, bloqueando o desenvolvimento celular e a produção de anticorpos.

– A alimentação também conta muito na vida pós-transplante do paciente. É considerável manter uma alimentação balanceada e mais saudável, procurando evitar o consumo de alimentos que contêm gorduras e açúcares, além disso, não fazer uso de bebidas alcoólicas, nem de fumo.

Para finalizar, vale ressaltar que a ajuda da família é fundamental para o transplantando, principalmente nos primeiros meses. Essa base também ajuda caso haja um episódio de rejeição do rim, de maneira que a família esteja pronta a ajudar o paciente a entender que uma rejeição pode ser revertida.

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