5 dicas para o transplante de rins ter durabilidade

Após realizar um transplante renal, apesar de todas as restrições médicas e exigências para o bem-estar, o paciente pode e deve procurar levar uma vida normal, pois assim poderá ter maior qualidade de vida e maior durabilidade do novo rim.

A possibilidade de um transplante renal dar errado, de acordo as estatísticas, é de 20%, isso no fim do primeiro ano após a cirurgia. Sem dúvida, esses números dependem muito da particularidade dos pacientes, porém as chances de um transplante ser de sucesso ainda assim é bem alta.

A cirurgia oferece os riscos próprios de uma operação de grande porte, além daqueles que aparecem depois, como a rejeição e as infecções, contudo, também há casos em que o paciente transplantado leva uma vida absolutamente normal. Tudo depende de como o paciente reage ao pós-operatório e de sua conduta nesse período.

É importante que o paciente receptor do rim tenha consciência de que o transplante não funciona como uma cura, mas sim como um tratamento prolongado que pode durar toda a vida, mas também proporcionar qualidade de vida ao paciente.

 

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De acordo com estatísticas, um rim tem durabilidade de cerca de 15 anos. Isso também significa que após os 15 anos o órgão passa a oferecer apenas 50% das suas capacidades totais por tempo indeterminado. A boa notícia é que se estima que a sobrevida dos rins tem aumentado gradativamente, segundo cálculos recentes realizados em pacientes transplantados nos últimos 10 anos. Essa sobrevida também pode aumentar com o aumento do uso de medicamentos atuais.

Veja algumas dicas sobre o que fazer e como conseguir que o rim transplantado tenha maior durabilidade.

Como já dito, no pós-operatório é que começam os cuidados médicos recomendados e que irão ajudar na durabilidade do novo rim recebido, esses cuidados, como também já dito, são para a vida toda.

1. É importante a realização de exames clínicos e também laboratoriais, que devem ser feitos diariamente, principalmente nos primeiros 15 a 20 dias, a fim de diagnosticar possíveis rejeições do órgão ou mesmo prevenir.

2. Não é recomendado, sob hipótese alguma, que o paciente interrompa o uso da medicação indicada (os imunossupressores); essa atitude pode prejudicar o tratamento. Tomar a medicação corretamente será uma obrigação para sempre, e um descuido pode ser irreversível. Além disso, uma rejeição do órgão pode acontecer em qualquer momento do tratamento, até mesmo após anos de transplante.

É raro o paciente perder o rim por rejeição aguda, o mais comum é que essa perda ocorra a longo prazo, anos após o transplante, por rejeição crônica, devido à agressão do organismo, o que força um novo transplante.

Por isso, é importante respeitar a nova rotina que se criou na vida do paciente transplantado, as medicações necessitam ser tomadas diariamente, em horários específicos e corretamente, de maneira que o transplantado se adapte à nova realidade.

3. O paciente transplantando pode e deve adotar uma dieta normal, na medida do recomendado, bebendo bastante líquido. As atividades físicas também estão liberadas, assim como o trabalho, estudo, viagens e demais atividades sociais. Isso ajuda a criar uma maior resistência do novo órgão no corpo.

4.O que influencia na durabilidade que o rim transplantado terá no novo corpo são as particularidades do paciente receptor do órgão, informações como número de transfusões sanguíneas realizadas, número de transplantes feitos anteriormente e até mesmo irregularidades que ocorreram durante o transplante renal e até do órgão que foi doado; todas essas questões são essenciais para a duração e o bom funcionamento do rim transplantado.

5. Atentar-se e não se descuidar da saúde dos rins também é fundamental. O órgão transplantado pode sofrer com doenças que irão alterar sua função, como infecções urinárias, obstruções na via de saída de urina ou mesmo rejeições. Os tratamentos para cada situação são específicos e devem ser realizados o quanto antes, oferecendo maiores chances de bom funcionamento do rim recebido.

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